ATRÁS DE UM RABO DE SAIA

Roberto Ribeiro De Luca

Esteja ele onde estiver,
tentará obter mulher -
delicado pano terso -,

que lhe aplaque a febre,
reconforte a ágil lebre,
e se ajuste com um berço.

Sempre árdego, no rumo,
ao ver saia firma o prumo,
sente os lábios comovidos:

“Tens o lume das matinas,
o perfume das campinas,
o mais belo dos tecidos!”

Se a princesa não alegra,
nem por isso muda a regra,
não paleja ou enrubesce:

“Em que tu a mais formosa,
na devesa há outra rosa,
cuja graça me entorpece!"